Trata-se de um pequeno acervo histórico composto por imagens disponíveis na internet em diversos sites.
Canoa Caiçara
A Canoa Caiçara é um tipo de canoa que por tradição sempre foi construída e utilizada pelas populações caiçaras para a pesca de subsistência no litoral e também como meio de transporte, visto que muitos dos que se utilizam destas não possuem recursos para comprar uma embarcação motorizada.
Sendo toda sua produção realizada de maneira artesanal por mestres caiçaras, esculpida num tronco de árvore. A técnica de construção é passada adiante entre as gerações como tradição oral. Normalmente, seu processo de construção se inicia com o corte e moldura do tronco ainda na mata, reduzido o peso ele é transportado ao local onde será trabalhado até virar a canoa pronta.
Seu uso foi inicialmente registrado desde o litoral sul do Rio de Janeiro, até o norte do Paraná, posteriormente importado por outras regiões.
Em 2012, o Conselho Consultivo do IPHAN iniciou os estudos para tornar a canoa caiçara parte do patrimônio cultural imaterial brasileiro, a pedido de uma associação paranaense.
Para o Caiçara isso é mera formalidade, já que eles já tem a canoa como sendo um patrimônio que deve ser preservado. Ver link: registro.
Em algumas localidades, como Ilha Bela e Ubatuba no litoral paulista, anualmente acontece a corrida de Canoa Caiçara que além de ser um esporte típico desses locais, ajuda a manter viva a cultura local. Assista ao vídeo sobre uma edição da festa no mar. Link: Corrida de Canoa
Fonte: IPHAN.
Ilha do Mantimento Paraty
A Ilha do Mantimento, recebeu este nome devido a sua utilização como entreposto, segundo a história local os portugueses se utilizavam da ilha para trocar e armazenar mantimentos. O local possuí uma pequena península abrigada, que atualmente é utilizada pelo turismo como ponto de mergulho. Por ser um local protegido do vento permite ótimas condições para a prática do snorkel. O detalhe que rouba a cena na ilha é o castelo construído quase na linha d'água. O local ganhou fama após servir de locação para filmes, inclusive filmes estrangeiros.
As casas da ilha e o castelo foram projetados pelo arquiteto Carlos Armando Cermelli, que contou com a ajuda dos morados locais para sua construção. A população local foi descrita por Belita Cermelli como um verdadeiro exército de gente boa, profissionais de várias categorias participaram da realização da obra. Durante a realização da obra eles saiam da Ponte Branca (local onde moravam na época) e faziam o percurso de barco até chegar a ilha.
Atualmente a visitação ao local é proibida por se tratar de uma propriedade particular, mas os passeios de escunas que partem de Paraty em sua maioria passam bem próximo ao local, permitindo ao visitante a captura de belas imagens da ilha. Uma outra opção é alugar uma embarcação e fazer um mergulho no local.
Algumas fontes afirmam que a ilha perteceu ao falecido empresário Sérgio Marchionne, empresário ítalo-canadense, dono de marcas como Fiat, Ferrari e outras. Fonte: Secretariade Cultura de Paraty.
Toca do Cassunga, Paraty
A Toca do Cassununga está localizada na Praia do Jabaquara, ao final da avenida de mesmo nome, tendo acesso também pela Rodovia Santos-Rio (BR-101). É um conjunto de blocos de rochas superpostos que formam abrigos com numerosos espaços cobertos e interligados. Possui mais de 50 metros de extensão e cerca de 15 metros de altura, contendo trilhas que saem da galeria principal e percorrem a região de manguezal e caixetal.
Os matacões que deram origem a Toca do Cassununga talvez tenham se originado a partir de um deslizamento de solo que arrastou as rochas encosta abaixo, deixando-as amostra da superfície. Processos geológicos como esse são comuns, principalmente em ambientes de sedimentação, que inclui o ambiente costeiro. O local torna-se singular não somente pela formação geológica, como também pelos biomas no qual se encontra. Além disso, a Toca do Cassununga também é um sítio arqueológico, isso é, possui grande relevância do ponto de vista patrimonial e cultural, por conter sambaquis.
Os sambaquis, são amontoados de conchas utilizados por povos antigos que habitavam o litoral, onde juntavam vários elementos utilizados em seus cotidianos. Neles é possível encontrar vestígios de habitação, como fogueiras, utensílios utilizados em atividades de sobrevivência, bem como restos de alimentos e suplementos.
O folclore local conta diversas lendas a respeito do local, como a da Noiva de Santa Rita, moça que teria sido encontrada morta no dia do casamento e que aparece à meia noite em determinadas datas, procurando solteiros para casar.
Há também a lenda do Corpo Seco, que seria um homem que passou a vida praticando o mal, e ao morrer, nem Deus nem o Diabo o quiseram. A própria terra o repeliu, e um dia, mirrado e com a pele enrugada sobre os ossos, se levantou da tumba em obediência a sua sina, e vive vagando e assombrando os viventes na calada da noite.
O complexo possui diversas pequenas grutas, e é muito relaxante percorrer as pequenas trilhas que o rodeiam. Outra curiosidade é que mesmo entre os paratienses, muitos não conhecem o local. Fonte: PMP.
Cachoeira do Saco Bravo Paraty
A Cachoeira do Saco Bravo é a piscina natural da Juatinga. A cachoeira do Saco Bravo, pra quem não sabe, é um dos locais mais visitados da Juatinga.
Não é raro encontrar alguém que já tenha ido, fotos do local são divulgados com frequência nas redes sociais. É um lugar daqueles que temos que visitar pelo menos uma vez na vida, além da beleza da cachoeira, a trilha é repleta de fauna e flora, visuais deslumbrantes, praias maravilhosas e a oportunidade de intercâmbio cultural com a população local, mestres em hospitalidade.
Só existe uma forma segura de chegar à Cachoeira do Saco Bravo, por trilha, a partir da Ponta Negra. Muitos barcos chegam perto, mas não há local para desembarque, alguns turistas arriscam-se sobre as pedras, o mar agitado faz com que está opção se torne ainda mais difícil.
Não há grandes quedas d’água, exceto após um período chuvoso, onde o volume de água aumenta muito. Normalmente, o que se vê é um caldoso filete de água escorrendo na pedra, que sem pressa, juntamente com ajuda do mar, renovam diariamente a água da piscina.
Chegar na cachoeira é o troféu de uma longa e intensa trilha, é o ápice da aventura. É possível ir de barco da praia do Sono até a cachoeira do Saco Bravo? conforme a dito anteriormente, o mar é muito agitado e não existe atracadouro seguro, o nome Saco Bravo faz referência ao mar agitado durante todo o ano.
Uma opção menos cansativa e recomendado para iniciantes é fazer o trajeto misto barco e trilha, mas lembrando que o último percurso, Ponta Negra até Cachoeira do Saco Bravo, apesar de ter a opção de ir de barco, sugiro fazer por trilha.
Trindade x Praia do Sono. Ao chegar em Trindade procure pela Vila Oratório (ou Laranjeiras), neste mesmo lugar você pode deixar o seu carro no estacionamento e fazer a trilha até a Praia do Sono, ou ir até Trindade e realizar o trajeto de barco de Trindade ao Sono. Se optar pela trilha, saiba que é uma trilha leve e bem sinalizada, com aproximadamente 3,1 km e pode ser feita em menos de 1 hora.
Praia do Sono x Ponta Negra. Já na praia do Sono, existe também as duas opções, ir de barco até a praia de Ponta Negra ou por trilha, também bem sinalizada, entretanto é uma trilha pesada e não indicada para iniciantes.
Ponta Negra x Cachoeira do Saco Bravo. O início da trilha para a cachoeira do Saco Bravo é confusa e tem algumas bifurcação, por isso é aconselhável contratar um guia local (preferência por profissional habilitado pelo Mtur). Os barqueiros sempre indicam, caso não tenha escolhido de maneira antecipada. Esta trilha tem aproximadamente 8,4 km (ida e volta), aproximadamente 4 a 6 horas de caminhada. A trilha é pesada com muitas subidas, sugiro um calçado adequado para caminhada, é comum queixas de dores nos pés por uso de calçados inadequados.
Qual a melhor época para visitar a cachoeira? A grande procura é no verão, as temperaturas elevadas aumentam muito o fluxo de visitas ao local.
Se você é daqueles que prefere um local pouco movimentado, é bom evitar ir nesta época e principalmente em datas comemorativas: carnaval, ano novo e feriados prolongados. Na baixa temporada, além de estar vazia os preços são melhores que na alta temporada. Além de tirar fotos espetaculares como as imagens a seguir:
Borda infinita
Encontro das Águas
Quanto custa (baixa temporada)
R$20 estacionamento;
R$20 por pessoa: barco Sono x P. Negra; R$25 por pessoa: guia de P. Negra até Saco Bravo;
R$25 por pessoa: barco P. Negra x Laranjeiras;
R$00 Kombi (0800) de Laranjeiras até a Vila Oratório (10 min). (busque por valores atualizados na data da sua viagem).
O custo da viagem de um dia, não incluiu gasolina e gastos com alimentação, lembrando que os preços são na baixa temporada e podem sofrer alterações, principalmente, na alta temporada onde o custo é bem maior. A seguir imagem da Cachoeira sendo tomada pelas águas do mar:
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