Capela de Nossa Senhora da Conceição de Jacareí, Mangaratiba

A Capela de Nossa Senhora da Conceição, fica na Rua da Praia, Conceição de Jacareí,  foi construída em 1847, por pescadores da região. A igreja é dedicada a padroeira do distrito Conceição de Jacareí, Nossa Senhora da Conceição. Sendo comemorada anualmente no dia 8 de dezembro uma festa em sua homenagem. A Construção original, tem estilo rústico, com linhas simples, típico das capelas da época, lembra os antigos templos jesuíticos espalhados pelo litoral da América.

Entretanto os seus anexos sofreram diversas modificações ao longo do tempo como pode ser visto nas fotos. O distrito de Conceição de Jacareí foi assim batizado em homenagem a santa.

A construção é pintada de branco, exceto pelas portas e janelas em azul. A obra é exemplo dos templos voltados para o mar. Bem pequeno (em muitas celebrações são necessários revezamentos), o prédio possui ornamentos que despertam interesse dos apaixonados pelo turismo sacro, dado o acervo artístico das obras dos altares e laterais.

Em frente a construção religiosa, encontra-se um cruzeiro, parte integrante do conjunto religioso. Trata-se de uma uma cruz que simboliza a cruz de Cristo.

Ao marcar o tempo e horário das missas com o badalar dos sinos, a Capela de Nossa Senhora da Conceição evoca um tempo no qual os pescadores miravam a sua torre para retornar ao lar depois de um dia no mar.

A festa de Nossa Senhora da Conceição, é comemorado com muita alegria e religiosidade em Conceição de Jacareí. Católicos prestigiam a tradicional procissão de Nossa Senhora da Conceição, que percorre diversas ruas do distrito, além de Missa. Também é realizada a parte social da festividade com shows de grupos musicais, na sede do Centro de Informação Paroquial. A festa é realizada pela Igreja de Nossa Senhora da Conceição com apoio da Prefeitura de Mangaratiba. Marli de Souza da Silva, integrante da Terceira Idade, sempre presente nas festividades, relatou sobre a festa “Como católica acho muito importante comemorarmos este dia. Participamos de toda a comemoração, tanto a parte religiosa quanto a social. O evento é muito agradável. Estão todos de parabéns”. Fonte: Diocese de Itaguaí, Prefeitura de Mangaratiba, Paróquia de Conceição de Jacareí.



Talento de Angra dos Reis, Patrimônio em Telas!

Nossa matéria especial é para homenagear o talento da "Nossa Terra", Almir Tavares. Em suas telas Almir sempre chamou nossa atenção por promover um resgate histórico do patrimônio angrense. O artista, começou seus estudos de desenho e pintura com o Prof. D`Andrea ( Felício D´Andrea Netto) aos 07 anos de idade, permanecendo como seu aluno até os 17 anos. Com ele o artista aprendeu as técnicas para aprimorar os seus talentos, percebidos desde que era apenas uma criança. Apaixonado por Angra dos Reis e sua história, o artista passou a retratar o nosso patrimônio cultural e natural. Sua especialidade é a técnica de óleo sobre tela.
Almir é também, um profissional da área naval, formado pela Escola Técnica de Projetos de Mecânica. Possuí um projeto que visa o resgate visual, literário, histórico de Angra dos Reis, local onde nasceu. Almir já expôs suas telas no Iate Clube Aquidabã, Casa da Cultura de Angra dos Reis, Colégio Naval e Palácio do Governo. Algumas de suas obras ficam expostas no Mercado Redondo, Quiosque do Paulino.   
O artista vem desenvolvendo em conjunto com amigos, maquetistas, historiadores, administradores, e artistas plásticos, o Projeto Portais do Passado. Neste, buscam resgatar o passado da nossa cidade, por meio de artes visuais. Na página abaixo, divulgam os trabalhos. Para o projeto o artista está coletando fotos antigas e locais pitorescos de Angra. Se você tiver fotos antigas, por favor, forneça cópias, para serem utilizadas pesquisa e montagem da maquete eletrônica. Para Conhecer o projeto clique no link:  Projeto Portais do Passado

Para adquirir as telas, contatos: (21) 99005-6375.



















Restinga de Marambaia

A Praia de Marambaia, também conhecida como Restinga de Marambaia, é considerada uma espécie de preciosidade da ecologia, uma vez que, a vegetação deste local chega suavemente perto das ondas. A praia é um lugar feito para os animais, para os peixes, pássaros e é claro, para os sortudos habitantes e visitantes que possuem a oportunidade de morar ou simplesmente visitar o lugar. A Restinga da Marambaia, fica na bela região na Costa Verde do Estado do Rio de Janeiro, é uma faixa arenosa com extensão de 45 km e de propriedade da União. Seu controle é dividido pela Marinha, Aeronáutica e Exército. E também por ser uma APA (Área de Proteção Ambiental), o acesso às praias é restrito. O nome Restinga se dá pela vegetação de árvores e arbustos de pequeno porte, onde possui um solo bem úmido, mas que vem constantemente sofrendo com o lixo acumulado.

Eventualmente, o local recebe o Presidente da República para períodos de descanso na parte oeste da Restinga da Marambaia, onde está localizado o Cadim (Centro de Adestramento da Ilha da Marambaia). Criado em 1981, o Centro tem a missão de preparação para deslocamento e combate das Forças Navais e dos Fuzileiros Navais. Parte dos funcionários mora no local, que tem várias casas para militares e suas famílias e algumas construções, como a igreja de Nossa Senhora das Dores, uma escola municipal e um heliponto.

No período do Brasil colonial, a região da Marambaia era visitada por piratas que se abasteciam ali e abrigavam suas embarcações do mau tempo. Na segunda metade do século 19, no período imperial, foi instalado um entreposto de escravos trazidos da África. O prédio que hoje abriga o Hotel de Trânsito da Marinha foi, naqueles tempos, a senzala da fazenda. Três anos após a declaração da Lei Áurea (abolindo a escravidão), as terras foram vendidas pela família que detinha a posse, e no fim do século 19 a propriedade da ilha foi transferida para o Banco da República do Brasil.

A União adquiriu a ilha em dezembro de 1904 e a colocou à disposição da Marinha dois anos depois. Em 1908, passou a funcionar ali a Escola de Aprendizes-Marinheiros. As praias da Restinga da Marambaia já foram usadas como cenário de novelas da Rede Globo, como "Guerra dos Sexos", em março de 2013.

O Centro de Adestramento da Ilha da Marambaia é subordinado ao Comando do Pessoal de Fuzileiros Navais. Tem cerca de 320 militares e duas dezenas de civis. Uma pequena parte deste grupo reside no local. A outra parte desloca-se do continente para a ilha durante o dia, saindo em uma embarcação de Itacuruçá. É o único local no estado do Rio onde navios, aeronaves e veículos militares podem fazer uso de armamento real para adestramento.

  • Cronologia: em 1847 a Marambaia (incluindo fazendas e escravos) foi comprada pelo comendador Joaquim José de Souza Breves (1804-1889). 
  • Com a proibição ao tráfico de escravos para o Brasil (1831), a ilha passou a ser utilizada por ele como porto clandestino de desembarque de africanos. 
  • De acordo com a documentação do tribunal da Auditoria Geral da Marinha, entre 1850-1851, cerca de 940 africanos foram apreendidos na Marambaia suspeitos de serem recém desembarcados, a maioria deles procedente do Congo, Cabinda e Benguela. 
  • Após a abolição da escravidão no Brasil (1888) e após a morte do comendador Breves (1889), os ex-escravos continuaram vivendo na ilha. 
  • Os moradores da comunidade contam que antes da sua morte, Joaquim Breves doou as terras da ilha para as famílias de libertos que continuaram vivendo por lá, no entanto, essa doação nunca foi concretizada legalmente. 
  • Em 1905, a Marambaia tornou-se propriedade da União Federal. 
  • Desde 1971 encontra-se aos cuidados da Marinha do Brasil. 
  • Na década de 1990, a União Federal ajuizou uma série de ações de reintegração de posse acusando os antigos moradores da Marambaia de “invasores”, desconsiderando que essas famílias viviam na ilha há várias gerações. 
  • Para permanecerem no território, a comunidade fundou, em 2004, a Associação dos Remanescentes de Quilombo da Ilha da Marambaia (Arquimar) e desde então buscam a titulação através do Artigo 68 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT) da Constituição Federal de 1988.
Fonte: Naval, Marmil, UFF, Bases Navais.

Museu das Conchas, Mangaratiba

O Museu das Conchas íntegra o Museu Municipal de Mangaratiba (MMM). A reabertura para visitação dos moradores e turistas é gratuita. O espaço fica no histórico prédio do Solar Barão do Sahy.

O Museu das Conchas com centenas de peças, dentre elas uma concha gigante dos corais da Austrália com 157 kg e um fóssil amonita de mais de 150 milhões de anos), é um atrativo turístico e cultural da cidade. O Solar fica na Rua Coronel Moreira da Silva, 173, no Centro, e funciona de terça a sexta, das 9h às 17h. Sábados, domingos e feriados de 9h às 14h. Contatos: (21) 3789-9034/(21) 9698-3736 e-mail: museudasconchas@ig.com.br.

O museu foi transferido para o prédio, de acordo com o presidente da Fundação Mário Peixoto, Alexandre Franklin, para melhor receber os visitantes: “a decisão em retornar o Museu das Conchas para o MMM se deve ao maior conforto, comodidade e, sobretudo, garantir acessibilidade aos visitantes. O espaço é um importante instrumento de pesquisa da cidade. Afinal, os principais marcos de Mangaratiba, como arquivos políticos e sua construção, fotografias e a sala de exposição do cineasta Mário Peixoto encontram-se expostos no espaço”.

Além das Conchas, o espaço conta com o famoso Café do Museu e apresentações musicais. O ponto de encontro dos mangaratibenses e dos turistas fica localizado no aconchegante jardim do Solar Barão do Sahy, em um clima romântico com vista para o mar, acompanhado do delicioso café da roça passado na hora, na mesa do cliente, além das deliciosas iguarias servidas. O espaço conta ainda com a famosa feira de produtos da terra, em especial da banana (principal fruto da cidade). E para compor este ambiente, grupos de música de Mangaratiba se apresentam durante as solenidades.

A Fundação Mário Peixoto conta também com grande exposição de artistas da cidade. As obras ficam expostas em uma das salas do Solar Barão do Sahy.
  
O colecionador e mantenedor do museu é o Sr. Carlos Bernardo Servolino, Doutor Carlitos. A grande diversidade de peças expostas, seria resultado de anos de pesquisa. Incluindo a coleção de exemplares de outros continentes, exemplo do exemplar da Grande Barreira de Corais da Austrália, com 157 quilos, 1 metro de comprimento, 70 cm de largura e 50 cm de altura.

Ao todo, o acervo conta com aproximadamente 1.200 espécies de conchas de diversos países. Além disso, o museu possui uma biblioteca com aproximadamente 400 livros de malacologia. Trata-se de um lugar que, embora pequeno, vale a pena ser visitado por ser propício para conscientizarmos as pessoas quanto à preservação da natureza, principalmente à nossa fauna e flora marinha.
Fonte: Prefeitura Municipal de Mangaratiba, Riotur, Cultura Brasil.

Lídice, Uma Memória Resgatada!

A história do nome do distrito de Rio Claro, teve origem em solo estrangeiro. Tudo aconteceu em uma pequena cidade da Tchecoslováquia que foi palco de um dos mais perversos crimes contra a humanidade.
Lídice Theca em 1942
No dia 10 de junho de 1942, aconteceu uma terrível barbárie. Com o objetivo de vingar a morte de um único homem, o oficial nazista Reinhard Heydrich, o ditador Adolf Hitler mandou agentes da Gestapo e da SS invadir a cidade, matar todos os seus homens, arrastar todas as mulheres e crianças para campos de concentração, destruir todas as edificações.
Monumento em Memória das Vítimas de Lídice
Hitler mandou remover de todos os mapas o nome que seria mais tarde resgatado como símbolo de resistência ao ódio: Lídice deixou de existir enquanto pequeno enclave no coração da antiga Tchecoslováquia e passou a denominar ruas, cidades, monumentos espalhados por todo o mundo. No Brasil um vilarejo do Rio de Janeiro, até então chamado Santo Antônio do Capivari, adotou em 1944 o nome Lídice.
Pela mesma razão, muitas mulheres nascidas no pós-guerra receberam este nome, caso da primeira senadora da Bahia, Lídice da Mata. “Meu pai, Aurelio Souza, era um defensor das liberdades democráticas, e como tantos outros atendeu ao chamado de homenagear os heróis e heroínas da Segunda Guerra Mundial”, explicou a senadora.

Entendendo a tragédia

Em 27 de maio de 1942, quando viajava em seu carro para Praga, Reinhard Heydrich foi atacado por agentes tchecos que tinham sido treinados na Inglaterra, num dos mais audaciosos ataques da Segunda Guerra, denominado Operação Antropóide.
Escolhido por Hitler para governador da Tchecoslováquia ocupada (Reichsprotektor), e segundo homem no comando das SS, Heydrich foi levado vivo para Praga, tratado por médicos alemães, mas morreu de septecemia, face aos ferimentos recebidos, no dia 04 de junho.

Funeral de Reinhard Heydrich, 1942   
Depois de chamá-lo de “o homem com o coração de ferro” em um funeral com honras militares, Hitler ordenou uma pesada vingança iniciada com a caça e o assassinato de agentes tchecos, membros da resistência, e qualquer um suspeito de estar envolvido na morte de Heydrich, totalizando mais de 1000 pessoas. Além disso, 3000 judeus foram deportados do gueto de Theresienstadt para o extermínio. Em Berlim, 500 judeus foram presos, com 152 executados em represália no dia da morte de Heydrich.

Lídice atacada por Hitler
No dia 10 de junho, em um dos atos mais infames da Segunda Guerra Mundial, a aldeia de Lídice foi cercada e todos os 172 homens e meninos com idade acima de 16 da aldeia foram mortos. Mulheres e crianças foram presas e levadas para trabalhos forçados e o extermínio nos campos de concentração de Ravensbrück e Gneisenau, onde a grande maioria morreu. A aldeia de Lídice foi então destruída com explosivos, e, em seguida, completamente nivelada. Não sobrou uma parede em pé, não permaneceu nenhum traço da antiga aldeia. 

Em 18 de Junho de 1942, os três resistentes tchecos que eliminarm Heydrich foram encurralados na cripta de uma igreja ortodoxa, em Praga, e após um duro combate mortos. A República Tcheca só foi libertada em Maio de 1945.
O pequeno distrito de Rio Claro é um dos locais espalhados pelo mundo que mantém viva a memória de Lídice. Fonte: PMRC. Lídice Theca, VBC.

Tradicional Peixe Com Banana Caiçara

A cozinha Caiçara tem delícias de lamber os dedos, com receitas de preparo e ingredientes simples, como é o caso desta que apresentamos a seguir. Bom apetite! Vale lembra que apresentamos aqui as duas formas mais comuns na Ilha Grande, a primeira é mais comum em restaurantes e a segunda é preferida pela população local.
INGREDIENTES
12 postas de peixe (garoupa, corvina, taínha, linguado), sugere-se peixes de carne firme, limpas e sem escamas;
3 xícaras (chá) de água;
1 cebola grande cortada em rodelas;
Sal a gosto;
3 tomates picadinhos;
1 coentro;
Cheiro Verde a gosto;
6 bananas nanicas bem verdes ou bananas da terra;
Óleo Farinha de mandioca.

MODO DE PREPARO
Descasque as bananas em água corrente para banana não ficar preta, reserve.
Em uma panela grande, coloque o óleo, frite a cebola e o tomate.
Adicione o coentro e o cheiro verde. Coloque as bananas inteiras e um pouco de água.
Deixe cozinhar até que fiquem quase moles.
Adicione as postas, aumente a água caso tenha pouco caldo, tampe a panela e deixe cozinhar até que o peixe esteja cozido.
Faça o pirão com as bananas cozidas e amassadas, um pouco do caldo do peixe e a farinha de mandioca.
Cozinhe até que se obtenha uma massa uniforme.
Sirva com arroz branco.
Dica: se preferir cozinhe as postas e coloque a banana quando estiver quase cozidas, assim as bananas ficarão cozidas e inteiras (este preparo é o mais comum na Ilha Grande). Bom apetite.
Fonte: Ilhéus  (Ilha Grande).

Bugio o Símbolo da Ilha Grande

Conheça um pouco mais sobre a simpática espécie de macaco ameaçado de extinção que atualmente é um símbolo do Parque Estadual da Ilha Grande e também de toda a ilha. 
Em 2018 a espécie sofreu um duro golpe com a drástica redução de indivíduos como resultado da contaminação por febre amarela, os gritos dos animais antes comuns de serem ouvidos, atualmente é cada vez mais raro. O surto passou e a espécie ainda que em número reduzido resiste e ficamos na torcida para que a espécie consiga se recuperar. 
Classificado como Alouatta é um gênero de macaco do Novo Mundo da família Ateida, subfamília Alouattinae, popularmente conhecidos por macaco-uivador, bugio, guariba ou barbado. A taxonomia do gênero é complexa, e envolve a classificação em três grandes complexos específicos: A. palliata (bugios da América Central), A. seniculus (bugios-ruivos e de mãos-ruivas da Amazônia e Mata Atlântica) e A. caraya (uma única espécie, típica do Cerrado e Pantanal). Dados genéticos e revisões taxonômicas consideraram algumas subespécies como espécies propriamente ditas. A Cordilheira dos Andes separou dois grandes grupos de macacos do gênero: as espécies centro-americanas e as sul-americanas. Possuem uma ampla distribuição geográfica, desde o México até o norte da Argentina. 
São animais de porte relativamente grande e de dieta predominantemente folívora. Vivem em grupos de em média 10 indivíduos em um sistema polígnico de acasalamento. Possuem vocalizações características, que podem ser ouvidas a quilômetros de distância. 
Esses simpáticos animais embora seu urro pareça assustador, causa euforia nos turistas que tem o privilégio de encontra-los em uma das trilhas da Ilha Grande. Fonte: Parque Estadual da Ilha Grande. 

Lançamento do Navio Henrique Lage,1961, Verolme.

O ex-Presidente Humberto de Alencar Castelo Branco, participou da cerimônia de lançamento do navio Henrique Lage, no estaleiro Verolme, atua...